Para quem já se esqueceu que o seu último encontro foi, precisamente realizado na Grécia em 2009, de 14 a 17 de Maio no Astir Palace resort, em Atenas.
Os Bilderberg segundo a Wikipédia:
Clube de Bilderberg
O Clube de Bilderberg é uma conferência anual não-oficial cuja participação é restrita a um número de 130 convidados, muitos dos quais são personalidades influentes no mundo empresarial, acadêmico, mediático ou político. Devido ao fato das discussões entre as personalidades públicas oficiais e líderes empresariais (além de outros) não serem registradas, estes encontros anuais são alvo de muitas críticas (por passar por cima do processo democrático de discussão de temas sociais aberta e publicamente). O grupo de elite se encontra anualmente, em segredo, em hotéis cinco estrelas reservados espalhados pelo mundo, geralmente na Europa, embora algumas vezes tenha ocorrido no Estados Unidos e Canadá. Existe um escritório em Leiden, nos Países Baixos.
Origem do nome
O título "Bilderberg" vem do que é geralmente reconhecido como o local em que ocorreu a primeira reunião oficial em 1954 - o Hotel de Bilderberg em Oosterbeek, perto de Arnhemia na Holanda. Embora a conferência não seja considerada um grupo de tipo algum, muitos participantes são freqüentadores regulares, e os convidados são freqüentemente referenciados como pertencentes a um secreto Grupo de Bilderberg.
Origens e objetivos da primeira conferência anual
A primeira conferência Bilderberg sediou-se no Hotel de Bilderberg, perto de Arnhemia, de 29 de maio a 30 de maio de 1954. A idéia da reunião foi dada pelo emigrante polonês e conselheiro político, Joseph Retinger. Preocupado com o crescimento do antiamericanismo na Europa Ocidental, ele propôs uma conferência internacional em que líderes de países europeus e dos Estados Unidos pudessem se reunir com o propósito de promover a discussão crítica entre as culturas dos Estados Unidos e Europa Ocidental. Retinger se aproximou do Príncipe Bernard da Holanda que concordou em promover a idéia, em conjunto com o primeiro-ministro belga Paul Van Zeeland. A lista de convidados deveria ter sido formada pelo convite de dois participantes de cada país, representando pontos de vista liberais e conservadores (ambos os termos utilizados no sentido estadunidense), respectivamente. Para que a reunião ocorresse, foi necessário organizar uma conferência anual. Um comitê executivo foi criado, sendo que Retinger foi indicado como secretário permanente. Juntamente como a organização da reunião, o comitê realizou um registro do nome dos participantes e informações para contato, com o objetivo de criar uma rede informal de pessoas que pudessem se comunicar entre si com privacidade. O propósito declarado do Grupo Bilderberg foi estabelecer uma linha política comum entre os Estados Unidos e a Europa Ocidental. O economista holandês Ernst van der Beugel se tornou secretário permanente em 1960, após a morte de Retinger. Príncipe Bernardo continuou a ser o presidente das conferências até 1976, ano em que se envolveu no escândalo da Lockheed, que consistiu no envolvimento em processos relativos a recebimento de suborno para favorecer a empresa norte-americana em contratos de compra dos jatos F-104G Starfighter em detrimento dos Mirage 5. Não houve conferência naquele ano, mas os encontros voltaram a ocorrer em 1977, quando Alec Douglas-Home, ex-primeiro-ministro britânico, assumiu a presidência. Na seqüência, Walter Scheel, ex-presidente da Alemanha, Eric Roll, ex-presidente do banco SG Warburg e Lord Carrington, ex-secretário-geral da OTAN.
Propósito
A intenção inicial do Clube de Bilderberg era promover um consenso entre a Europa Ocidental e a América do Norte através de reuniões informais entre indivíduos poderosos. A cada ano, um "comitê executivo" recolhe uma lista com um máximo de 100 nomes com possíveis candidatos. Os convites são enviados somente a residentes da Europa e América do Norte. A localização da reunião anual não é secreta, e a agenda e a lista de participantes são facilmente encontradas pelo público, mas os temas das reuniões são mantidos em segredo e os participantes assumem um compromisso de não divulgar o que foi discutido. A alegação oficial do Clube de Bilderberg é de que o sigilo previniria que os temas discutidos, e a respectiva vinculação das declarações a cada membro participante, estariam a salvo da manipulação pelos principais órgãos de imprensa e do repúdio generalizado que seria causado na população. Algumas teorias dizem que o Clube Bilderberg tem o propósito de criar um governo totalitário mundial.
Perspectivas acerca da natureza do grupo
A alegada justificativa do grupo pelo sigilo é que isso permite que os participantes falem livremente sem a necessidade de ponderar cuidadosamente como cada palavra poderia ser interpretada pelos órgãos de comunicação de massa. Alguns, entretanto, consideram a natureza elitista e secreta das reuniões como antiético em relação aos princípios da inclusão em sociedades democráticas.
Participantes
Participantes do Bilderberg incluem membros de bancos centrais, especialistas em defesa, barões da imprensa de massa, ministros de governo, primeiros-ministros, membros de famílias reais, economistas internacionais e líderes políticos da Europa e da América do Norte. Alguns dos líderes financeiros e estrategistas de política externa do Ocidente participam do Bilderberg. Donald Rumsfeld é um Bilderberger activo, assim como Peter Sutherland, da Irlanda, um ex-comissário da União Européia e presidente do Goldman Sachs e British Petroleum. Rumsfeld e Sutherland compareceram em conjunto em 2000 na câmara da companhia de energia suíço-sueca ABB. O político e professor universitário Jorge Braga Macedo e Francisco Pinto Balsemão são dois exemplos portugueses. O ex-secretário de defesa dos Estados Unidos e atual presidente do Banco Mundial Paul Wolfowitz também é um membro, assim como Roger Boothe Jr. O presidente atual do grupo é Etienne Davignon, empresário e político belga.
George Soros; Henry Kissinger; David Rockefeller e família; George Bush e família; Bill Clinton e Hilary Clinton; Thimoty Geithner; Susan Rice; Gen James L. Jones; Thomas Donilon; Paul Volcker; Admiral D C Blair; Robert Gates; James Steinberg; Richard M Haass; Alan Greenspan; Richard C Holbrooke; e muitos outros.
Participantes Portugueses
Francisco Pinto Balsemão
É convidado assíduo da Bilderberg pelo menos desde 1988. Um magnata na imprensa e economia portuguesa, fundador do Jornal Expresso/Sojornal em 1972. Após a morte de Sá Carneiro em 1980, Pinto Balsemão, que até então era adjunto do primeiro-ministro, sucedeu-lhe como chefe do governo de coligação da AD. Balsemão tem um “império invejável”, tendo em sua posse desde jornais a estações de TV, tem grande influência nas mais “credíveis” e prestigiadas empresas nacionais.
António Barreto
Participou no Encontro da Bilderberg em 1992 em Evian-les-Bains, França. Ex-deputado à Assembleia Constituinte, Secretário de Estado do Comércio Externo, Ministro do Comércio e Turismo, Ministro da Agricultura e Pescas e Deputado à Assembleia da República. Publicou vários livros e artigos académicos, assim como ensaios. Colabora regularmente, desde os anos setenta, na imprensa diária, assim como na televisão. É colunista do jornal Público desde 1991.
Durão Barroso
Participou no encontro da Bilderberg aquando ministro dos negócios estrangeiros. É Presidente do PSD e é actualmente Primeiro-ministro português.
Nuno Brederode
Colunista do Semanário Expresso, Membro do Partido Socialista.
Roberto Carneiro
Participou no encontro de 92 em 1992 em Evian-les-Bains, França. É ex-Secretário de Estado da Educação, e Ministro da Educação. É consultor do Banco Mundial, da OCDE, da UNESCO e do Concelho da Europa.
Vitor Constantino
Governador do banco de Portugal
Vasco Pereira Coutinho
Participou no encontro de 91 em Baden-Baden, Alemanha e de 98 em Turnberry, Escócia. Empresário português.
José Cutileiro
Participa no encontro de 1995 em Zurich, Suiça. ex-secretário-geral na União Europeia.
José Galvão Teles
Participa no encontro de 1997 em Geórgia, EUA. Membro do PS, membro do Conselho de Estado.
Teresa Patrício Gouveia
Participa no encontro de 2001 em Gothenburg, Suécia. Deputada e porta-voz da Comissão Política Nacional do PSD, foi também secretária de Estado da Cultura durante o Governo de Cavaco Silva. É actualmente, também, presidente da fundação de SERRALVES.
Marçal Grilo
Participa no encontro de 1999 em Sintra, Portugal. Ex-Ministro da educação.
João Cravinho
Ex-Ministro da Indústria e Tecnologia do IV Governo Provisório, ex-deputado à Assembleia da República, ex-delegado nacional ao Comité de Ciência e Tecnologia das Nações Unidas. Também foi Membro do Bureau da União dos Partidos Socialistas e Vice-Presidente do Parlamento Europeu, Ministro do Planeamento e da Administração do Território, Ministro do Equipamento.
Miguel Horta e Costa
Participou no encontro de 98 em Turnberry, Escócia. Presidente da Comissão Executiva (CEO) da Portugal Telecom.
Margarida Marante
Participa no encontro de 96 em Toronto, Canadá e 99 em Sintra, Portugal. Uma das mais prestigiadas jornalistas da televisão portuguesa, segundo o «The News» recusa-se a fazer qualquer tipo de declaração sobre a sua participação nestas conferências.
Vasco Mello
Participa no encontro de 99 em Sintra, Portugal. É vice-presidente do Grupo José de Mello e em ‘02 é eleito presidente da Brisa por unanimidade.
Carlos Monjardino
Presidente do da Fundação Oriente.
Murteira Nabo
Participou no encontro de 99 em Sintra, Portugal. Presidente da PT
Fernando Faria Oliveira
Participou no encontro de 93 em Atenas, Grécia. Da sua carreira destacam-se 10 anos de funções governativas, como Ministro do Comércio e Turismo, bem como a passagem por quatro Secretarias de Estado: Exportação, Adjunto do Primeiro-ministro, Tesouro e Finanças e ainda Adjunto. É, ainda, administrador (não executivo) da TAP - Air Portugal. Foi administrador do Banco de Fomento e Exterior, da Siderurgia Nacional, da CELBI, do ICEP, para além de empresas do Grupo IPE, director da Sorefame e docente universitário.
Carlos Pimenta
Participou no encontro de 91 em Baden-Baden, Alemanha. Participou na Coordenação do Grupo Europeu do PSD em 1998/1999. Foi euro deputado e Secretario de Estado do Ambiente.
Francisco Lucas Pires
Participou no encontro de 88. Foi coordenador geral da Aliança Democrática e ministro da Cultura e Coordenação Científica. Foi presidente do CDS entre 1983/85.
A discordância quanto à política Europeia seguida pelo CDS levou-o a sair do partido e a ingressar nas listas do PSD tanto para o Parlamento Europeu como para a Assembleia da República.
Ricardo Espírito Santo
Participou nos encontros de 97 em Geórgia, EUA e 99 em Sintra, Portugal. É Presidente do Grupo Espírito Santo.
Jorge Sampaio
Participou no encontro de 99 em Sintra, Portugal. Após a Revolução do 25 de Abril de 1974, é um dos principais impulsionadores da criação do Movimento de Esquerda Socialista (MES). Foi ainda co-Presidente do “Comité África” da Internacional Socialista. Em 1989, decide concorrer à presidência da Câmara Municipal de Lisboa, cargo para o qual é, então, eleito e depois reeleito, em 1993.
Em 14 de Janeiro de 1996, é eleito, Presidente da República, em 1996, apresentou-se de novo e voltou a ser eleito.
Niculau Santos
Participou no encontro de 99 em Sintra, Lisboa. Ex-director do Expresso.
Artur Santos Silva
Participou no encontro de 99 em Sintra, Portugal. É Presidente do BPI. Artur Santos Silva também foi nomeado presidente da sociedade anónima de capitais públicos (SACP) que geriu o projecto Porto 2001.
Marcelo Rebelo de Sousa
Participou no encontro de 98 em Turnberry, Escócia. É ex-Ministro dos Assuntos Parlamentares e em 1996 o secretário-geral do PSD. É também professor catedrático na Faculdade de Direito.
Miguel Veiga
Participou no encontro de 94 em Helsínquia, Finlândia. Um dos mais prestigiados advogados do Porto.
António Vitorino
Participou no encontro de 96 em Toronto, Canadá. É ex-ministro da defesa.
António Borges
Participou no encontro de 97 na Geórgia, EUA e 02 em Leiden, Holanda. É actualmente vice-presidente da Goldman Sachs Internacional à qual se juntou em 2000 no seu percurso passa por empresas como Petrogal-Petroleos, Vista Alegre, Sonae e Cimpor-Cimentos.
Elisa Guimarães Ferreira
Participou no encontro de 02 em Leiden, Holanda. Ex-representante do Ministério do Plano e Administração do Território na Comissão de Gestão Integrada da Bacia Hidrográfica do Ave (CGIBHA). Foi também Subdirectora do Programa de Investigação sobre Gestão de Recursos Hídricos financiado pela NATO e co-responsável pela candidatura a financiamento do Programa NATO-POWATERS. Ex-Ministra do Ambiente e Ministra do Planeamento. Actualmente é Vice-Presidente do Grupo Parlamentar do PS.
Guilherme Oliveira Martins
Participou no encontro de 02 em Leiden, Holanda. É Ministro das Finanças em 2001, na altura vice-primeiro-ministro, substituindo Joaquim Pina Moura que renunciou ao cargo. Foi também deputado do PS na Assembleia da República.
Vasco Graça Moura
Participou no encontro de 2001 em Gothenburg, Suécia. Deputado ao Parlamento Europeu pelo Partido Social-Democrata. Foi Comissário-Geral da Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses.
Freitas do Amaral
Deputado, vice-presidente e presidente da União Europeia das Democracias Cristãs em 81. Foi ministro dos Negócios Estrangeiros, vice Primeiro-Ministro e ministro da Defesa. Candidatou-se à Presidência da República em 1986. Actualmente é presidente da Assembleia-geral das Nações Unidas.
Vítor M. R. Constâncio
Participou no encontro de 88. Ex-ministro das Finanças e do Plano. Foi também Secretario Nacional do PS. Em 85 foi nomeado governador do Banco de Portugal. Depois de ter sido reeleito secretário-geral do PS em 88, demitiu-se do cargo em Outubro do mesmo ano.
António Guterres
Participa no encontro de 94 em Helsínquia, Finlândia. Ex-Primeiro-ministro, deputado da Assembleia da República, pelo Partido Socialista, com mandato suspenso e Vice-Presidente da Internacional Socialista, organização que agrupa mais de cem partidos e organizações socialistas e sociais-democratas à escala mundial.
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Wall Street ajudou a mascarar o défice grego
Já não bastava a enconomia Americana, agora sabe-se que a Goldman Sachs esteve na Grécia...
"O "The New York Times" revela que o banco Goldman Sachs ajudou o Estado grego a contrair empréstimos de vários milhões de euros sem fazer soar os alarmes de Bruxelas.
As "tácticas de Wall Street", escreve o jornal norte-americano, já vêem, pelo menos, desde 2001, logo depois da Grécia ter aderido ao euro. Nessa altura, segundo o "The New York Times", o Goldman Sachs assistiu o Governo num empréstimo que foi omitido à opinião pública e também às autoridades europeias, de forma a não violar os limites de endividamento impostos por Bruxelas.
A última proposta do banco terá acontecido em Novembro passado, três meses antes da situação orçamental grega saltar para os holofotes dos mercados internacionais, obrigando a zona euro a definir um plano de ajuda para evitar o contágio do problema.
A notícia do "The New York Times" aparece no dia em que tem início uma reunião, que dura até amanhã, dos ministros das Finanças da zona euro para discutirem o plano de ajuda à Grécia, cujo contornos são ainda desconhecidos."
in, Diário Económico, 15/02/2010
"O "The New York Times" revela que o banco Goldman Sachs ajudou o Estado grego a contrair empréstimos de vários milhões de euros sem fazer soar os alarmes de Bruxelas.
As "tácticas de Wall Street", escreve o jornal norte-americano, já vêem, pelo menos, desde 2001, logo depois da Grécia ter aderido ao euro. Nessa altura, segundo o "The New York Times", o Goldman Sachs assistiu o Governo num empréstimo que foi omitido à opinião pública e também às autoridades europeias, de forma a não violar os limites de endividamento impostos por Bruxelas.
A última proposta do banco terá acontecido em Novembro passado, três meses antes da situação orçamental grega saltar para os holofotes dos mercados internacionais, obrigando a zona euro a definir um plano de ajuda para evitar o contágio do problema.
A notícia do "The New York Times" aparece no dia em que tem início uma reunião, que dura até amanhã, dos ministros das Finanças da zona euro para discutirem o plano de ajuda à Grécia, cujo contornos são ainda desconhecidos."
in, Diário Económico, 15/02/2010
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Marcianos (artigo de opinião Prof. João Duque, in DE, 11/02/09)
Mais uma acha para a fogueira da fantochada que é Portugal!!! Depois dos 500 milhões que desapareceram dos submarinos, agora foram cerca de 15 mil milhões (15.000.000.000Euros) no âmbito das PPP (Parcerias Publico Privadas) para as Concessões e Subconcessões Rodoviárias.
http://economico.sapo.pt/noticias/obrigado-marcianos_81357.html
sábado, 6 de fevereiro de 2010
SERENIDADE!?!?

Ontem, ele eram apelos ao controlo da despesa, ele eram Conselhos de Estado para acalmar as agências de rating, ele eram apelos à coesão Nacional e agora são apelos à serenidade!? – Mas será que a serenidade é a solução para todos os nossos problemas sr. Presidente? – Não terá sido a serenidade a colocar-nos onde hoje nos encontramos?
E depois, enerva-me esta coisa de “ahhhh, eles não sabem o que dizem!!!” em referência ao downgrade das agências de rating e à comparação “desastrada” de Almunia.
Não será isto fruto da imagem que transmitimos para o exterior?
- A imagem de um país governado por um Primeiro Ministro que se comporta como um menino mimado na sua primeira visita ao parque de diversões;
-A imagem do maior partido da oposição órfão, com os seus deputados e militantes todos aos papeis;
-A imagem de um sistema judicial permissível a interesses camuflados em interesses de Estado;
-A imagem de um Presidente da República bipolar, que ora aparece de sobrancelhas cerradas, ora apresenta um sorriso despreocupado;
-Ahhh e não nos esqueçamos da comunicação social... Já repararam na reactividade da nossa comunicação social? A reboque dos engodos, indícios mais ou menos encenados. Mas raramente, muito raramente à procura do que está para além do visível e do aparente. A comunicação social está, sempre esteve refém do poder e, se não é do poder é dos interesses mais ou menos umbicais...
Tudo somado!? Bom, tudo somado dá-nos a ideia de um manicómio, sem sabermos muito bem, quem são os pacientes e quem são os médicos ou seus assistentes...
Sócrates já percebeu, que é intocável... Ninguém lhe pode fazer frente, sobretudo no presente contexto político, económico e financeiro. Talvez por se ter apercebido disso, hoje a arrogância mimada, a desconcertada birrice e as tendências maquiavélicas sejam, a cada dia que passa de mais em mais evidentes.
Não sei sinceramente, onde nos vais levar tanta loucura, tanta incerteza no futuro, mas, uma coisa é certa, não é desta forma, com certeza absoluta, que conseguiremos atravessar esta crise que se agrava a cada dia que passa.
O País, está portanto refém desta situação e, ou há um milagre de um iluminado adepto de rupturas, ou se não continuaremos nesta espiral de descoordenação institucional total, face a uma crise que exige, concertação Nacional, planeamento e muita, paciência. Porque todas as soluções passarão obrigatoriamente por uma revisão do nosso próprio paradigma.
Etiquetas:
influência dos media,
política,
Portugal
sábado, 30 de janeiro de 2010
PORTUGAL: "faz de conta"
Esta é para aqueles que acreditam que não vivemos num país de "faz de conta". No "faz de conta" daquilo que os políticos querem que o povo, que as agências de rating, que o diabo que os carregue acredite! Até quando? Até quando vamos nós aceitar este "faz de conta"? - De um Presidente da República que convoca o "Conselho de Estado", para pasme-se: "Acalmar as agências de Rating"... Não, não é preciso acalmar o povo, as famílias que caiem no desemprego e que deixam de poder cumprir com o serviço da dívida de sonhos adiados...!?
«O ministro da Defesa, Augusto Santos Silva, justificou ontem a decisão do Governo de não inscrever no Orçamento do Estado a verba de cerca de 500 milhões de euros para a aquisição do submarino ‘Tridente’, com o facto de este equipamento estar ainda em "fase de testes". Mas o submarino deverá chegar a Portugal em Junho, por isso há quem aponte que o único objectivo do Governo é evitar o agravamento do défice.
Augusto Santos Silva disse ao CM que "para efeitos de contabilização estatística", a verba só será inscrita no OE "com a recepção definitiva do submarino", mas recusou a apontar uma data.
Fernando Rosas (BE) fala em "jogo contabilístico" e admite que a intenção do Governo é não agravar o défice este ano, como apontaram várias fontes ao CM. João Rebelo (CDS) considera "estranha" a decisão e garante que vai exigir explicações.»
in, Correio da Manhã
«O ministro da Defesa, Augusto Santos Silva, justificou ontem a decisão do Governo de não inscrever no Orçamento do Estado a verba de cerca de 500 milhões de euros para a aquisição do submarino ‘Tridente’, com o facto de este equipamento estar ainda em "fase de testes". Mas o submarino deverá chegar a Portugal em Junho, por isso há quem aponte que o único objectivo do Governo é evitar o agravamento do défice.
Augusto Santos Silva disse ao CM que "para efeitos de contabilização estatística", a verba só será inscrita no OE "com a recepção definitiva do submarino", mas recusou a apontar uma data.
Fernando Rosas (BE) fala em "jogo contabilístico" e admite que a intenção do Governo é não agravar o défice este ano, como apontaram várias fontes ao CM. João Rebelo (CDS) considera "estranha" a decisão e garante que vai exigir explicações.»
in, Correio da Manhã
Etiquetas:
Défice orçamental,
Orçamento de Estado
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
A propósito de tretas

Temos sempre essa necessidade mesquinha, hipócrita e cobarde de procurar no desconhecido, resposta para o inexplicável. Foi assim que criámos os deuses e depois fizemos deles doutrinas e criámos as religiões. Uns verdes, outros iluminados e ainda outros cor-de-rosa são eles os responsáveis por tudo o que de inexplicável se nos apresenta.
Gabo essa capacidade redutora que muitos de nós temos, à boa maneira Orwelliana de acreditar na figura paternalista de um “big brother”. Aquele que tudo vê, aquele que tudo controla. Como se nós humanos, de máquinas se tratassem, programados e programáveis.
È esse o papel das religiões, ideologias e das apelidadas sociedades secretas. Aliás reparem na possibilidade de estrutura piramidal que obtemos ao organizar este tipo de instituições, das mais elitistas às mais massificadas. Todos nos prometem a luz, a verdade mas em contrapartida retiram-nos a capacidade de raciocinar para além dos seus horizontes. São meras catedrais de dogmas ou espartilhos comportamentais.
Mas afinal o que de tão importante terão eles para nos mostrar? Têm eles encerrado a sete chaves o segredo da nossa existência? – E já agora, para que raio precisamos de saber de onde viemos!? Não é que não me interesse, claro que sim! Mas estou mais preocupado em saber onde estou e para onde vou, do que em descobrir de onde vim...
“Onde quer este gajo chegar?” – Deixem-me responder sucintamente: - Nós humanos, somos como somos! Dependemos de nós, apenas de nós, enquanto elemento singular ou colectivo. A nossa religião, somos nós! O nosso destino, somos nós! Tudo se encerra ou se abre em nós próprios. A luz da verdade é a luz daquilo em que acreditamos e, que não pode ser mais do que acreditar em nós próprios.
Precisamos de nos livrar de tudo isto que nos condiciona sistematicamente o olhar sobre esta verdade, simples e libertadora. Todos somos iguais no pensar, sentir, viver e no morrer.
domingo, 13 de dezembro de 2009
Diz-se que a esperança é sempre a última a morrer!?
Talvez tenham razão... Eu, pelo contrário não tenho grandes esperanças, no que a Portugal diz respeito!
Vejo o nosso país como uma nação sôfrega, que nos últimos anos tem tentado em grandes movimentos de inspiração, inalar o máximo de ar que é possível, tentando sobreviver por mais uns momentos... Fez e continua a fazer este exercício, como reflexo condicionado de uma sobrevivência há muito condenada.
Portugal está morto de morte anunciada!
Apenas não nos conseguimos ainda capacitar deste facto, porque continuamos a crer no D. Sebastião, em bruxos e mezinhas, em mistelas e receitas de sucesso. Não houve, não há, nem vai haver qualquer receita de sucesso!
O que temos que fazer é tão simples quanto isto: - É percebermos que não dependemos de mais ninguém, se não de nós próprios. É percebermos que a política actual, que não é mais que: “Quem vier por último que feche a porta”, vai servindo de paliativo para nos esconder a sorte que nos foi reservada.
Que sorte é essa?
Bom... Será algo mais ou menos parecido com o que fez Guterres em 2002... “Portugal é um pântano!”... Aliás, o que terão feito os governos de lá até então para que Portugal deixe de ser esse tal “pântano guterreano”? Nada! Portanto... Meus caros, espera-nos quase 8 anos volvidos mais do mesmo, areias movediças e impossibilidade de progressão.
Não é preferível atalharmos caminho?
Que continuarmos nesta agonia desesperante? Não é preferível compenetrarmo-nos da sorte que nos foi reservada. Desculpem. Da sorte que escolhemos? Eu acho que o nosso país, a nossa Pátria, nós, só temos a ganhar se fizermos esse exercício de desconstrução. Antecipemos o que para aí vem. Ganhamos tempo. E depois, é sempre preferível termos uma queda assistida que vivermos mais uma experiência dolorosa sem nenhuma preparação.
Mas para isso, temos que também tomar consciência dos erros cometidos ao longo das últimas décadas. Fez-se muita coisa boa. Tudo aparente! Preocupámo-nos demasiado com o imediato, com as fórmulas fáceis, e esquecemo-nos de que o que realmente interessa, o que interessa a esta grande Nação que é Portugal, é que se tratem as bases, que se pense em estratégias duradouras, em mudanças de base e que se deixe o aparente.
Mudança de mentalidades. Reavivar a capacidade empreendedora. Estimular a capacidade de trabalho. Mudança da forma como nos vemos, enquanto povo e enquanto Nação.
Somos capazes? Claro que sim, apenas precisamos de nos focalizar, de promovermos a camaradagem e a vontade de mudarmos Portugal, agora sim à imagem das nossas capacidades, à imagem do Portugal grandioso que cada português transporta no coração.
Vejo o nosso país como uma nação sôfrega, que nos últimos anos tem tentado em grandes movimentos de inspiração, inalar o máximo de ar que é possível, tentando sobreviver por mais uns momentos... Fez e continua a fazer este exercício, como reflexo condicionado de uma sobrevivência há muito condenada.
Portugal está morto de morte anunciada!
Apenas não nos conseguimos ainda capacitar deste facto, porque continuamos a crer no D. Sebastião, em bruxos e mezinhas, em mistelas e receitas de sucesso. Não houve, não há, nem vai haver qualquer receita de sucesso!
O que temos que fazer é tão simples quanto isto: - É percebermos que não dependemos de mais ninguém, se não de nós próprios. É percebermos que a política actual, que não é mais que: “Quem vier por último que feche a porta”, vai servindo de paliativo para nos esconder a sorte que nos foi reservada.
Que sorte é essa?
Bom... Será algo mais ou menos parecido com o que fez Guterres em 2002... “Portugal é um pântano!”... Aliás, o que terão feito os governos de lá até então para que Portugal deixe de ser esse tal “pântano guterreano”? Nada! Portanto... Meus caros, espera-nos quase 8 anos volvidos mais do mesmo, areias movediças e impossibilidade de progressão.
Não é preferível atalharmos caminho?
Que continuarmos nesta agonia desesperante? Não é preferível compenetrarmo-nos da sorte que nos foi reservada. Desculpem. Da sorte que escolhemos? Eu acho que o nosso país, a nossa Pátria, nós, só temos a ganhar se fizermos esse exercício de desconstrução. Antecipemos o que para aí vem. Ganhamos tempo. E depois, é sempre preferível termos uma queda assistida que vivermos mais uma experiência dolorosa sem nenhuma preparação.
Mas para isso, temos que também tomar consciência dos erros cometidos ao longo das últimas décadas. Fez-se muita coisa boa. Tudo aparente! Preocupámo-nos demasiado com o imediato, com as fórmulas fáceis, e esquecemo-nos de que o que realmente interessa, o que interessa a esta grande Nação que é Portugal, é que se tratem as bases, que se pense em estratégias duradouras, em mudanças de base e que se deixe o aparente.
Mudança de mentalidades. Reavivar a capacidade empreendedora. Estimular a capacidade de trabalho. Mudança da forma como nos vemos, enquanto povo e enquanto Nação.
Somos capazes? Claro que sim, apenas precisamos de nos focalizar, de promovermos a camaradagem e a vontade de mudarmos Portugal, agora sim à imagem das nossas capacidades, à imagem do Portugal grandioso que cada português transporta no coração.
Subscrever:
Mensagens (Atom)